tera; 21 novembro 2017

Movimento InterGrande

Profissionalização nas Obras

Ao contrário do que muitos pensam e dizem, sem nenhuma reflexão, ao que já foi feito e ao que está em andamento, em termos de obras no nosso estádio, a atual gestão tem mandado muito bem.

  Às vezes, a falta de reflexão decorre daqueles que se caracterizam por agir sem pensar, o que pode levar a algum êxito momentâneo, porém quando ganham ou as coisas vão bem, acreditam piamente que os acertos decorrem de sua alta capacidade de gerenciamento; quando perdem ou as coisas vão mal, atribuem a falta de sorte, ou ao azar(o que se pode traduzir em futebolês: não sabe porque ganha nem sabe porque perde).

 A condução das negociações com a construtora Andrade Gutierrez, com acompanhamento de uma comissão de obras, onde a atual gestão mostrou-se inflexível e conseguiu manter a proposta original (inovando apenas com relação ao edifício garagem), mostrou um alto grau de profissionalismo e alta capacidade de gerenciamento, pois ao invés de agir por métodos empíricos, desprovidos de base científica, a direção contratou uma renomada assessoria jurídica e uma consultoria de nível internacional, as quais deram o devido suporte técnico para a realização do contrato. Atualmente, a direção contratou a empresa paranaense Geplan Planejamento-Projetos-Gerenciamento de Obras para o gerenciamento das obras do Estádio Beira Rio, o que nos garantirá o emprego de materiais e equipamentos de qualidade na remodelação do nosso estádio, conforme contrato firmado pelo Clube com a construtora.

 Por outro lado, o modelo de parceria estratégica, proposto pela direção e aprovado pelo Conselho Deliberativo, mostrou-se altamente vantajoso para o Clube, pois o comprometimento de receitas preexistentes foi em grau mínimo. A grande parte de receitas (quase sua totalidade), destinadas ao cumprimento do contrato são de receitas até então inexistentes, como suítes a serem construídas e cinco mil cadeiras, também a serem construídas com o aumento da capacidade do estádio, o que não traz nenhuma diminuição no número de lugares para o quadro social. Desse modo, o futebol não sofreu nem sofrerá qualquer preterição em detrimento das obras, ou seja o futebol não será atingido, não será necessário vender jogadores ou deixar de investir no futebol para poder dar prosseguimento às obras.

 Entretanto, como muito se tem falado sobre o assunto, convém propormos alguma reflexão sobre o tema. O que podemos começar com a seguinte colocação: se o a proposta da construtora era tão vantajosa para aquela empresa por que ela relutou tanto em assinar o contrato? Seguindo, se era tão fácil obter financiamento diretamente pelo Clube, junto ao BNDES, como não se conseguiu a viabilização da operação num período de mais ano? Temos mais, por que assumimos um compromisso de deslocar algumas entidades carnavalescas do entorno, em troca de índices construtivos que deram uma plus-valia ao Estádio do Eucaliptos aproximadamente em R$ 5.000.000,00(cinco milhões de reais) e a remoção da entidades nos custará em torno de R$ 6.000.000,00(seis milhões de reais) a 10.000.000,00(dez milhões de reais)? Ainda, conseguimos isenções fiscais, junto a receita estadual de até R$ 30.000.000,00(trinta milhões de reais) e dos cofres do Clube, colocamos na obra R$ 40.000.000,00(quarenta milhões de reais), ou seja não recebemos nada(porque nada pedimos? Ou foi falta de sorte?) dos poderes públicos, mesmo tendo sido o Sport Club Internacional o grande avalista da realização da Copa do Mundo em Porto Alegre e no nosso Estado, enquanto outros clubes pediram e receberam valores vultosos(tanto índices construtivos como em isenções fiscais), o que enseja a pergunta, por que será?

 Sem mais delongas, para concluir essas breves reflexões, poderíamos cogitar: será que até aqui, em relação às obras, o que deu certo foi sorte e o que deu errado ou não tão certo foi simplesmente azar. Entendemos que não! O que não deu certo foi o empirismo e o que tem dado certo tem sido o profissionalismo gerencial, que vem caracterizando a atual gestão e que pretendemos continuar implementando no nosso Clube, ou seja sempre buscar o melhor assessoramento técnico de modo planejado e responsável, livre de improvisações e “achismos” pessoais.

Keller Clos